| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Icteridae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Agelaiinae |
| Swainson, 1832 | |
| Espécie: | M. rufoaxillaris |
O chupim-azeviche é um passeriforme da família Icteridae.
Conhecido também como vira-bosta-picumã ou chupim-picumã.
Seu nome científico significa: do (grego) Mölos = luta, batalha; e thöskö = impregnar, para o pai; e do (latim) rufus = castanho e axillaris = axila, referente à região das axilas, abaixo das asas e próximo aos flancos. ⇒ (Pássaro de) axila castanha que luta pela atenção dos pais.
Bastante parecido com o chupim (M. bonariensis), do qual difere pela plumagem quase sem brilho, por ter bico mais curto e grosso e possuir íris de cor castanha ou vermelha. Os machos apresentam axilares de cor ferrugem, difícil de ver em campo. Ao contrário do chupim (M. bonariensis), que apresenta dimorfismo sexual na coloração geral da plumagem, ambos os sexos possuem plumagem preta, mas a fêmea é um pouco menor. O jovem e imaturos são muito diferentes dos adultos, apresentando plumagem semelhante ao asa-de-telha (Agelaioides fringillarius).
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
O chupim-azeviche (Molothrus rufoaxillaris) foi observado ocorrendo junto com as seguintes espécies de aves: asa-de-telha-pálido (Agelaioides fringillarius), passaro-preto (Gnorimopsar chopi), chupim (Molothrus bonariensis), garibaldi (Chrysomus ruficapillus), cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana) e tipio (Sicalis luteola). Com exceção de, A. fringillarius e de G. chopi, M. rufoaxillaris agrupou-se apenas com as outras espécies, citadas acima, em atividades de forrageio, que ocorreram ao longo de todos os meses do ano. Belton (1994) e Jaramillo & Burke (1998), também, citam esta característica de M. rufoaxillaris em se agrupar com outras espécies, principalmente, em torno de recursos alimentares. Todas as espécies citadas acima são gregárias (Sick, 1997) e indicadoras de áreas antropizadas (Stotz et al., 1996), sendo que, no período de seca, compreendido entre os meses de abril e setembro, esses agrupamentos foram mais frequentes e com um maior número de indivíduos. Tal fato pode estar relacionado à escassez e à concentração de recursos em torno de áreas propícias, tais como margens de tanques, lagoas e córregos.
Ave parasita, como chupim (M. bonariensis). Os ovos são extremamente variáveis, avermelhados, azulados, esverdeados, cinzentos, amarelados ou brancos, sem demonstrar uma tendencia de mimetismo com os ovos dos hospedeiros. Tem em média 3 ninhadas por estação com 2 ovos cada uma.
Além de se alimentar junto com G. chopi e A. fringillarius, M. rufoaxillaris foi observado durante o período reprodutivo, que ocorreu de outubro a dezembro, compartilhando com estas espécies, locais de pernoite e de exibições de côrte para com o parceiro. Tanto G. chopi quanto A. fringillarius foram vistos agredindo M. rufoaxillaris próximo aos seus sítios de nidificação. Estas interações agonísticas indicam que as duas espécies são incomodadas pelo nidoparasita, o qual é incansável na procura por ninhos de hospedeiros, inspecionando incessantemente ocos em árvores (locais de nidificação de G. chopi) e ninhos de gravetos (locais de nidificação de A. fringillarius).
Ao exibir-se para a fêmea, o macho de M. rufoaxillaris erguia o corpo e eriçava as penas da nuca com a cabeça direcionada para baixo e flexionava as asas e a cauda cantando, sendo que, geralmente após 5 a 10 exibições, ocorria a cópula. Após as atividades de corte, os indivíduos do casal não se apartavam um do outro, sendo que o macho seguia a fêmea por onde ela fosse. Estas duas atividades, também, foram reportadas para M. rufoaxillaris no sul de sua área de distribuição geográfica (Jaramillo & Burke, 1998).
É uma espécie típica de áreas abertas, ocorrendo em plantações de cereais, pastagens, terreiros de fazendas e campos com árvores esparsas.
Oorre em uma boa parte do leste do Brasil, do Rio Grande do Sul até o Piauí. Por toda região Sul, Centro Oeste e Nordeste.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: